A proposta do Ministério dos Transportes que permite obter a CNH sem passar obrigatoriamente por autoescolas gerou reação no setor. Nesta quarta-feira (13), entidades que representam os Centros de Formação de Condutores (CFCs) realizaram um protesto em Brasília, reunindo cerca de 400 carros e mil profissionais, segundo a Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto).
A carreata partiu do Eixo Monumental e seguiu até a Esplanada dos Ministérios, concentrando o ato em frente à pasta comandada por Renan Filho. O movimento resultou na aprovação, pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara, de uma audiência pública para debater o tema e no anúncio da criação de uma Frente Parlamentar em defesa das autoescolas, lançada ainda nesta quarta no Plenário 13 Marília Chaves Peixoto.
O projeto mantém as exigências do Código de Trânsito Brasileiro — exames teóricos, práticos, médicos e psicológicos — mas altera o formato da preparação. O candidato poderá optar por aulas teóricas online e a prática poderá ser conduzida por instrutores autônomos credenciados, dispensando o vínculo com autoescolas. As atuais 45 horas teóricas e 20 práticas obrigatórias deixariam de seguir o modelo tradicional.


