Número de trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão cresce no meio urbano

O número de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão no meio urbano aumentou nos primeiros oito meses de 2025 em relação ao mesmo período de 2024. Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), até 15 de agosto foram resgatados 1.866 trabalhadores, sendo que 66% deles estavam em áreas urbanas. No ano passado, 30% dos resgates ocorreram no meio urbano.

Em uma operação realizada em 6 de agosto em Porto Alegre do Norte (MT), 563 trabalhadores foram resgatados em um canteiro de obras de uma usina de etanol. Os trabalhadores, recrutados nas regiões Norte e Nordeste, estavam em situação degradante, com jornadas exaustivas e risco à saúde, caracterizando trabalho análogo à escravidão.

As ações fiscais em 2025 resultaram em mais de R$ 2,7 milhões pagos em verbas trabalhistas e rescisórias, enquanto em 2024 o valor chegou a R$ 10,5 milhões.

Entre as atividades econômicas com maior número de trabalhadores resgatados estão obras de alvenaria, fabricação de cervejas e chopes, cultivo de café, extração de pedras e criação de bovinos para corte.

Os estados com maior número de resgates são Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Goiás, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, enquanto São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro registraram mais ações fiscais.

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê (https://ipe.sit.trabalho.gov.br
) ou pelo Disque 100, que oferece atendimento 24 horas via telefone, WhatsApp, Telegram e videochamada em Libras.

Fonte: r7