Será realizado nesta sexta-feira (5) o leilão do túnel Santos-Guarujá, considerado uma das maiores obras de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), desenvolvido em parceria pelos governos federal e estadual.
Duas empresas estrangeiras apresentaram propostas: a portuguesa Mota-Engil, que tem participação acionária da gigante chinesa CCCC, e a espanhola Acciona.
A Mota-Engil, presente em mais de 50 países, tem ampliado sua atuação no Brasil, especialmente em mobilidade urbana e no setor de óleo e gás. Recentemente, a companhia concluiu a aquisição da construtora brasileira ECB, sediada em Belo Horizonte.
Já a Acciona tem se consolidado no país com investimentos em energia, rodovias e concessões de saneamento básico.
Construtoras nacionais como Odebrecht, Álya (antiga Queiroz Galvão) e Andrade Gutierrez desistiram de participar do certame.
O projeto
O túnel Santos-Guarujá é o maior empreendimento do Novo PAC, com previsão de investimento de R$ 6,8 bilhões — sendo R$ 5,1 bilhões divididos igualmente entre União e governo de São Paulo.
Atualmente, mais de 21 mil veículos cruzam diariamente a travessia entre Santos e Guarujá por balsas e catraias, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres. Com a nova estrutura, a passagem será feita em poucos minutos, desafogando o tráfego e otimizando a logística no Porto de Santos.
A obra terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros submersos. O túnel contará com três faixas por sentido — uma delas exclusiva para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) — além de acesso para ciclistas e pedestres.
A concessão será de 30 anos, e a expectativa é de que as obras comecem ainda em 2025.
*Com informações de Daniel Rittner, da CNN, em Brasília; e Estadão Conteúdo


