STF deve definir nesta quinta (11) destino de Bolsonaro em ação sobre suposta tentativa de golpe

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (11/9), às 14h, o julgamento que pode condenar ou absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado.

O placar está em 2 a 1 pela condenação. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram a favor, enquanto Luiz Fux divergiu, absolvendo a maior parte dos acusados.

Hoje votam a ministra Cármen Lúcia e, por último, o presidente da Turma, Cristiano Zanin. Como a decisão é por maioria simples (3 votos), o posicionamento de Cármen já pode definir o resultado.

Em caso de condenação, a sessão de hoje não encerra o processo: a dosimetria das penas deve ocorrer apenas na sexta-feira (12/9).

O voto de Fux

Na sessão de quarta (10/9), o ministro Luiz Fux apresentou voto de mais de 12 horas, no qual absolveu Bolsonaro e outros cinco réus. Para ele, apenas Mauro Cid e Walter Braga Netto devem ser condenados por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Réus no processo

Jair Bolsonaro – apontado como líder do grupo, teria elaborado plano para permanecer no poder.

Alexandre Ramagem – acusado de disseminar informações falsas sobre fraude eleitoral.

Almir Garnier Santos – ex-comandante da Marinha, teria colocado tropas à disposição da trama.

Anderson Torres – ex-ministro da Justiça, guardava em casa minuta de decreto para anular as eleições.

Augusto Heleno – ex-ministro do GSI, participou de transmissão ao vivo contra urnas eletrônicas.

Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator, participou de reuniões sobre o plano.

Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa, teria apresentado decreto de intervenção a militares.

Walter Braga Netto – único preso, acusado de financiar acampamentos e planejar atentado contra Moraes.

A acusação é conduzida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pede a condenação de todos. As defesas negam participação em crime.

Fonte: METRÓPOLES