O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (17) a abertura de inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), três de seus filhos e outros 20 aliados. A decisão se baseia no relatório final da CPI da Covid-19, que apontou indícios de crimes e pediu o indiciamento de 80 pessoas em 2021.
Segundo Dino, o documento da comissão parlamentar apresentou elementos suficientes para a instauração de investigação policial, incluindo suspeitas de fraudes em licitações, superfaturamento de contratos, desvio de recursos públicos e acordos com empresas de fachada.
Em 2024, a Polícia Federal solicitou que os indiciamentos feitos pela CPI fossem convertidos em inquérito. O pedido foi aceito agora pelo STF. A PF terá 60 dias para complementar as apurações, prazo que poderá ser prorrogado.
A decisão ocorre dois dias após a Câmara dos Deputados aprovar a chamada PEC da Blindagem, que limita a abertura de processos e prisões contra parlamentares. Dos 24 nomes incluídos no inquérito, sete têm mandato legislativo.
A lista inclui, além de Bolsonaro e seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos, políticos como Ricardo Barros, Bia Kicis, Carla Zambelli, Osmar Terra e Carlos Jordy; ex-ministros como Onyx Lorenzoni e Ernesto Araújo; e empresários como Luciano Hang e Carlos Wizard.
O relatório da CPI atribuiu a Bolsonaro dez crimes, incluindo crimes contra a humanidade, e apontou a condução do governo federal durante a pandemia como fator que teria exposto a população a risco deliberado de infecção em massa.
Fonte: CNN


