Sintonia dos 14: veja quem PCC havia escalado para matar ex-delegado

A Polícia Civil de São Paulo apura se o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto na última segunda-feira (15/9) na Praia Grande (SP), tem ligação com um plano elaborado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) desde 2019.

Naquele ano, a apreensão de uma carta revelou uma lista de alvos da facção criminosa, entre eles o então chefe da Polícia Civil paulista. O documento, apreendido com Sandro de Cássio, o Gardenal, determinava que a execução fosse conduzida por cinco integrantes ligados à “Sintonia dos 14”, núcleo disciplinar responsável por aplicar punições internas.

Foram escalados para a missão:

Fernando Henrique dos Santos, o Koringa – executor disciplinar, reincidente por tráfico de drogas;

Jhonatan Alexandre Rodrigues, o Barata – apontado como “matador” do Bonde dos 14;

Alan Donizeti dos Santos, o Tererê – responsável por fiscalizar pontos de drogas e punir membros da facção;

Marcos Ferreira de Souza, o Corintiano (ou Ká) – executor de condenados em “tribunais do crime”;

Cleberson Paulo dos Santos, o Mimo – liderança de rua, organizador de reuniões na Cidade Tiradentes.

As ordens partiram de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, maior liderança do PCC, preso em regime de segurança máxima. A defesa dele nega qualquer envolvimento.

Ruy Ferraz, de 64 anos, era considerado um dos principais inimigos da facção, responsável pela transferência de Marcola para presídios federais. Ele foi executado após perseguição e emboscada, em crime cometido por ao menos quatro atiradores, diante de testemunhas.

Fonte: METRÓPOLES