Com o avanço da tecnologia, é cada vez mais comum crianças dominarem celulares, tablets e computadores antes mesmo de aprender a escrever. Mas especialistas alertam que o uso excessivo de telas pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo, o sono, a imaginação e até aumentar níveis de ansiedade infantil.
Para Taís Guimarães, pedagoga da Rede Legacy School, a mediação do acesso à tecnologia é essencial. Já Helena Ferreira da Cunha, fundadora da Escola Waldorf Novalis de Piracicaba, enfatiza que o movimento é fundamental para o desenvolvimento neurológico: “Correr, rolar, saltar, trepar em árvores são atividades tão necessárias quanto alimento e ar para o corpo. Diante das telas, a criança fica imóvel e seus olhos praticamente não se mexem”, diz.
Para equilibrar o uso da tecnologia, especialistas recomendam limitar o tempo de tela e incentivar brincadeiras analógicas. O CNN Review separou seis alternativas para substituir os aparelhos:
- Brinquedos para crianças pequenas: blocos de montar e brinquedos musicais, observando o cuidado com peças pequenas.
- Massinhas de modelar e blocos de madeira: para crianças maiores, estimulam criatividade, coordenação motora e habilidades cognitivas.
- Jogos de tabuleiro e esportes: estimulam raciocínio, memória e socialização; bolas, cordas e pedalinhos são ótimas opções.
Tempo de tela recomendado:
Antes de 2 anos: evitar ao máximo.
2 a 5 anos: até 1 hora por dia, com supervisão e conteúdo educativo.
6 a 10 anos: até 2 horas diárias, com limites claros e incentivo a atividades analógicas.
Fonte: CNN


