Diante dos recentes casos de intoxicação por metanol em São Paulo, especialistas orientam consumidores e estabelecimentos sobre como identificar bebidas falsificadas. Até o momento, o Brasil registrou 59 casos de intoxicação, sendo 11 confirmados em laboratório e 48 ainda em investigação.
O presidente executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, reforça que a maioria das falsificações é mal feita e relativamente fácil de ser identificada. Durante treinamentos online promovidos por associações do setor, ele destaca a importância de:
Buscar fornecedores confiáveis e exigir nota fiscal;
Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
Observar a qualidade do rótulo: bebidas sofisticadas normalmente têm rótulos em alto relevo que dificilmente são reproduzidos em falsificações;
Verificar lacres originais, fornecidos pela Receita Federal e produzidos pela Casa da Moeda;
Observar odor e coloração: produtos adulterados podem apresentar tonalidade diferente ou cheiro alterado.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) também emitiu recomendação urgente para estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas. Entre as orientações estão:
Atenção a lacres tortos, erros de impressão e preços atipicamente baixos;
Encaminhar consumidores com sintomas de intoxicação (visão turva, dor de cabeça, náusea) a atendimento médico imediato e acionar o Disque-Intoxicação;
Comunicar Vigilância Sanitária, Polícia Civil, PROCON e, se necessário, o Ministério da Agricultura;
Interromper a venda do lote suspeito e preservar produtos para eventual perícia.
As medidas visam reduzir os riscos à saúde e evitar novos casos de intoxicação por bebidas adulteradas.
Fonte: CNN


