O estado de São Paulo registrou 57 prisões neste ano relacionadas à venda irregular de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Apenas nesta terça-feira (14), seis pessoas foram detidas pela Polícia Civil durante operações que investigam falsificação e adulteração de bebidas.
A ação mais recente mirou uma rede criminosa, com o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão, dos quais 13 resultaram na apreensão de bebidas falsificadas confirmadas pela perícia. Um dos detidos também foi indiciado em flagrante por porte ilegal de armas. Até o momento, 15 estabelecimentos foram interditados cautelarmente.
A operação Poison Source começou após a prisão, em 3 de outubro, de um dos maiores falsificadores do país, detido em um galpão usado para armazenar produtos adulterados. Os investigados podem responder por falsificação de bebidas, armazenamento irregular de produtos e associação criminosa.
Segundo o delegado Ronaldo Sayeg, diretor do Deic, São Paulo funciona como um centro de distribuição dessas bebidas para outros estados. “Podemos dizer que São Paulo seria uma espécie de coração, que transaciona bebidas e insumos para outros estados. Um dos principais falsificadores presos negociava com pelo menos seis estados diferentes da federação”, afirmou.
A operação, coordenada pela delegada Leslie Caram Petrus, identificou que parte dos envolvidos são donos de bares e adegas que mantinham garrafas originais expostas, mas vendiam o conteúdo adulterado.
Segundo balanço do governo estadual, foram apreendidas mais de 21,4 mil garrafas, 121,8 mil vasilhames vazios, 105,2 mil insumos e 480 mil rótulos. Além das 15 interdições, mais de 40 estabelecimentos foram vistoriados. O Procon-SP também realizou ações educativas em mais de mil bares e restaurantes durante o fim de semana.
Fonte: CNN


