Trump autoriza operações secretas da CIA e avalia ataques contra Maduro na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15) ter autorizado operações secretas da CIA na Venezuela e declarou que estuda ataques terrestres contra cartéis de drogas, em mais uma ação do governo norte-americano contra o regime de Nicolás Maduro.

Desde agosto, Washington deslocou oito navios, um submarino nuclear e centenas de militares para o sul do Caribe, alegando operações contra o tráfico internacional de drogas. O Departamento de Justiça ofereceu recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Maduro, acusado de liderar o Cartel de los Soles.

Trump confirmou que os Estados Unidos controlam o mar próximo à Venezuela e afirmaram que cada embarcação destruída “salva 25 mil vidas de americanos”. O presidente não detalhou se agentes receberam autorização para matar Maduro, mas reportagens do New York Times apontam que operações letais estão no radar.

Especialistas avaliam que o movimento pode indicar preparação para uma operação político-militar para derrubar Maduro e controlar recursos estratégicos, como o petróleo. O país sul-americano possui as maiores reservas de petróleo do mundo, com 302,3 bilhões de barris, segundo o Relatório Mundial de Energia 2025.

Na quarta-feira, três bombardeiros B-52 sobrevoaram a FIR venezuelana, em voo próximo ao espaço aéreo do país, em manobra considerada uma provocação política e militar.

Em resposta, Maduro acusou os EUA de tentar golpes de Estado e denunciou a movimentação como “agressão e assédio”. O governo venezuelano afirmou que Washington estaria tentando justificar uma mudança de regime para se apropriar dos recursos naturais do país.

Desde setembro, os Estados Unidos vêm bombardeando embarcações próximas à costa venezuelana, acusadas de traficar drogas. O último ataque, autorizado na terça-feira, resultou na morte de seis pessoas, que os EUA afirmam pertencer a organizações narcoterroristas, enquanto Caracas classifica as vítimas como pescadores civis. Organizações internacionais, como a Human Rights Watch, criticam os ataques por violarem a lei internacional.

Fonte: G1