A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os sete réus do núcleo de desinformação (núcleo 4) do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, com penas que variam de 7 a 17 anos de prisão.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados atuaram em ações táticas de desinformação como parte do plano golpista. As defesas negaram as acusações e pediram absolvição. O único voto divergente foi do ministro Luiz Fux, que defendeu a absolvição de todos os réus do núcleo 4.
Penas individuais
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército: 17 anos. Produziu e disseminou documentos falsos sobre urnas eletrônicas e sistema eleitoral.
Reginaldo Abreu, coronel do Exército: 15 anos e 6 meses. Manipulou relatórios oficiais do Exército para sustentar narrativa golpista.
Marcelo Bormevet, policial federal: 15 anos. Usou ilegalmente recursos da Abin para espionar opositores e ordenar ações violentas.
Ailton Barros, major do Exército: 13 anos. Articulava ligações entre militares e civis golpistas e pressionava Mauro Cid a convencer Bolsonaro a dar um golpe.
Giancarlo Rodrigues, servidor: 14 anos. Criou rede clandestina de espionagem na Abin para monitorar opositores.
Guilherme Almeida, tenente-coronel: 13 anos. Divulgava mensagens e áudios defendendo fraude eleitoral e quebra da ordem constitucional.
Carlos Rocha, presidente do IVL: 7 anos e 6 meses. Condenado por abolição e organização criminosa, com menor pena do grupo.
Todos os réus ainda deverão pagar 120 dias-multas no valor de um salário-mínimo por dia, exceto Carlos Rocha, que pagará 40 dias-multas.
Fonte: CNN


