As forças de segurança do Rio de Janeiro adotaram estratégias inspiradas em táticas de guerra durante a megaoperação de terça-feira (28), que terminou com 121 pessoas mortas, o maior número de vítimas em uma ação policial da história do Brasil.
Em coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública do estado, Victor Cesar Carvalho dos Santos, explicou que o plano tinha como objetivo cercar os complexos do Alemão e da Penha, direcionando os suspeitos para uma região de mata conhecida como Serra da Misericórdia.
No local, equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) montaram uma barreira que ficou conhecida como “Muro do Bope”, surpreendendo os suspeitos e bloqueando rotas de fuga. Segundo o secretário, a área era usada como esconderijo e corredor de deslocamento por integrantes do Comando Vermelho.
O secretário da Polícia Militar, Marcelo Menezes, afirmou que os planos foram elaborados para proteger os moradores das comunidades e negou qualquer improvisação. Ele declarou ainda que os suspeitos “tinham a opção de se render” e que alguns “foram presos” durante a operação.
Outra tática empregada foi o uso intensivo de drones, que funcionaram como “armas de monitoramento”. Imagens captadas mostraram homens fortemente armados, com roupas camufladas semelhantes às das forças de segurança, reunidos em formação e se deslocando em fila indiana dentro da comunidade.
No total, participaram da operação 2.500 policiais, sendo 1.800 militares, além de 25 blindados, 26 drones, 12 veículos de demolição e 120 viaturas.
A operação reacende o debate sobre o uso de estratégias militares em ações policiais e seus impactos sobre a população civil nas comunidades cariocas.
Fonte: CNN


