O rei Charles III, do Reino Unido, determinou que seu irmão, Andrew, destituído do título de “príncipe” após o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, deixe o Royal Lodge, residência de 30 cômodos onde vive desde 2003, localizada em Windsor Great Park, a oeste de Londres.
A propriedade, que também abriga sua ex-esposa, Sarah Ferguson, e já foi lar de suas filhas, as princesas Beatrice e Eugenie, pertence oficialmente à Coroa Britânica. O arrendamento de 75 anos foi firmado por Andrew em 2003, mediante o pagamento de £1 milhão, com vencimento em 2078. O contrato obriga o duque a custear reformas e manutenção do terreno de 40 hectares, que inclui piscina, seis casas anexas, aviário e dependências para a equipe de segurança e jardineiros.
A Rainha Elizabeth II concedeu ao filho o direito de viver na propriedade, que possui forte ligação histórica com a família real. A casa atual foi reconstruída na década de 1930 sobre o que restou do antigo chalé de caça erguido no início do século XIX por George IV.
Durante os séculos seguintes, o Royal Lodge foi residência de diversos membros da realeza, entre eles a própria Rainha Mãe, que viveu ali até sua morte, em 2002. Após o falecimento da avó, Andrew solicitou o arrendamento à Crown Estate, responsável pela administração dos bens da Coroa.
Entre os destaques do local está a Y Bwthyn Bach (“pequena casa”, em galês), uma miniatura de casa de campo com telhado de palha, presente do povo galês à Rainha Elizabeth II em seu sexto aniversário. O espaço serviu de brinquedo para gerações de membros da realeza e foi restaurado sob a supervisão da princesa Beatrice.
O Royal Lodge foi palco de celebrações familiares, como o casamento da princesa Eugenie e Jack Brooksbank, em 2018, e o de Beatrice e Edoardo Mapelli Mozzi, em 2020, em cerimônias discretas durante a pandemia.
Nos últimos anos, Andrew realizou reformas estruturais, como nova pintura externa, pavimentação da entrada principal e instalação de câmeras de segurança, conforme registros do Conselho Real de Windsor & Maidenhead.
Com a decisão de Charles III, o futuro do imóvel ainda não foi oficialmente anunciado, mas há expectativa de que o local volte a ser administrado diretamente pela Crown Estate, possivelmente destinado a outros membros da família real ou para fins oficiais.
Fonte: CNN


