O Senado Federal deve instalar nesta terça-feira (4) a CPI do Crime Organizado, criada para investigar a estrutura, expansão e funcionamento de facções criminosas e milícias em todo o país. A primeira reunião está marcada para as 11h, quando serão eleitos o presidente, o vice-presidente e o relator do colegiado.
A proposta é de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e terá 120 dias de duração, com orçamento de R$ 30 mil para custear as investigações. A instalação ocorre dois dias após a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos, reacendendo o debate sobre a força das facções e a atuação das milícias.
De acordo com o senador Vieira, o avanço do crime organizado no país decorre do “abandono do poder público”.
“Essa tragédia tem solução. Não é pauta eleitoreira, é urgência nacional”, afirmou o parlamentar em suas redes sociais.
O senador Otto Alencar (PSD-BA), o mais antigo entre os indicados para o colegiado, será o responsável por conduzir a sessão de instalação. Conforme o regimento do Senado, o presidente e o vice da CPI são escolhidos pelos próprios membros, e o presidente eleito designa o relator.
Nos bastidores, há três nomes cotados para presidir a comissão: Fabiano Contarato (PT-ES), Jaques Wagner (PT-BA) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — este último preside atualmente a Comissão de Segurança Pública. O senador Sergio Moro (União-PR) também foi mencionado, mas está concentrado nos trabalhos da CPMI do INSS.
Já o posto de relator deve ficar com o próprio Alessandro Vieira, autor do pedido de criação da CPI, conforme apuração da CNN Brasil.
A expectativa é que a comissão avance em um diagnóstico nacional sobre o crime organizado, propondo medidas para conter o poder econômico e territorial das facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
Fonte: CNN


