O israelense Rom Braslavski, recentemente libertado após mais de dois anos em cativeiro na Faixa de Gaza, afirmou ter sido vítima de agressões sexuais e físicas durante o período em que esteve sob o controle da Jihad Islâmica Palestina, grupo militante aliado ao Hamas.
Em entrevista ao programa Hazinor, do Canal 13 de Israel, Braslavski relatou ter sido despido, amarrado e humilhado logo após o sequestro, ocorrido em 7 de outubro de 2023, durante o ataque ao festival de música Nova, quando trabalhava como segurança.
“Eles me despiram completamente, tirando toda a minha roupa, minha roupa íntima, tudo. Eu estava exausto, morrendo de fome. Rezei para Deus me tirar dali”, contou. “Foi violência sexual e o objetivo era me destruir psicologicamente. Queriam destruir minha dignidade.”
Braslavski é o primeiro refém homem a denunciar publicamente ter sido vítima de violência sexual em cativeiro. Segundo ele, a experiência foi marcada por abusos constantes e humilhações. “Todo dia era um novo inferno”, disse.
O refém fazia parte do grupo de 20 israelenses libertados no mês passado, em meio ao acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Durante o tempo em cativeiro, militantes chegaram a divulgar vídeos mostrando Braslavski extremamente debilitado. Seus familiares afirmaram que ele foi pressionado a se converter ao islamismo em troca de comida.
Casos semelhantes foram relatados por outras vítimas, principalmente mulheres, que estiveram sob o poder do Hamas. Um relatório recente da ONU apontou “informações claras e convincentes” sobre violência sexual contra reféns em Gaza.
O Hamas e a Jihad Islâmica negam as acusações de abusos.
Fonte: CNN


