Polícia realiza buscas e perícia em adega de Guarulhos após morte de empresário agredido por segurança

A Polícia Civil realizou na manhã desta quinta-feira (6) buscas e perícia técnica na Adega Imperium, em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde o empresário Paulo Vinícius dos Santos foi agredido por um segurança e abandonado desacordado na calçada. O caso ocorreu na madrugada de 19 de outubro de 2025, e o empresário morreu dias depois, em decorrência de um traumatismo craniano.

Além da Adega Imperium, os policiais também cumpriram mandados na Adega Tapajós, outro estabelecimento que a vítima teria frequentado na mesma noite. As diligências foram conduzidas por equipes do 1º Distrito Policial de Guarulhos, responsáveis pela investigação. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos dois estabelecimentos.

O objetivo da operação foi localizar e preservar elementos de prova, além de esclarecer a dinâmica dos fatos e a participação de cada envolvido. O Instituto de Criminalística (IC) foi acionado para realizar exames minuciosos nos locais, analisando vestígios, realizando documentação fotográfica e avaliando a disposição dos ambientes e a linha de visão.

O segurança David Ferreira, de 45 anos, foi preso temporariamente em 27 de outubro, acusado de homicídio doloso — quando há intenção de matar. O inquérito também apura omissão de socorro.

Imagens de câmeras de segurança, reveladas pelo Fantástico, mostram que, por volta das 2h36, Paulo discutia com um homem antes de receber um soco e cair desacordado entre dois carros estacionados. Ele ficou quase duas horas sem receber ajuda, até que uma testemunha acionou o socorro. O empresário foi hospitalizado, mas seu estado de saúde se agravou, e ele morreu em 24 de outubro.

Paulo Vinícius deixou dois filhos, de 7 e 14 anos. Sua irmã, Caroline Martins dos Santos, disse acreditar que ele tentou retornar ao local após se despedir dos amigos e acabou impedido pelo segurança.

“Acredito que ele estava lá dentro, saiu para se despedir e tentou voltar. O segurança deve ter barrado ele”, afirmou.

A defesa do segurança, representada pelo advogado Rodrigo César Trigo, informou que aguardará o andamento das investigações. Já os advogados da família da vítima, Luis Gabriel Vieira e Gabriel Constantino, divulgaram nota afirmando que os familiares “lamentam profundamente o ocorrido e repudiam de forma veemente o ato covarde e injustificável que culminou nesse trágico desfecho”.

Fonte: G1