O empresário russo Roman Novak, de 40 anos, acusado de liderar um esquema bilionário de fraude com criptomoedas, foi encontrado morto nos Emirados Árabes Unidos, junto de sua esposa, Anna Novak. O casal foi sequestrado, assassinado e teve os corpos esquartejados, em um crime que chocou autoridades internacionais e investidores.
Segundo informações do jornal russo Komsomolskaya Pravda, o casal desapareceu em 2 de outubro, após ser atraído para um resort nas montanhas de Hatta, região próxima a Dubai, por criminosos que se apresentaram como supostos investidores interessados nos negócios de Novak. No local, os dois foram mantidos em cativeiro, enquanto os sequestradores exigiam senhas de acesso à carteira digital do empresário.
De acordo com o portal Fontanka, ao perceberem que o saldo estava zerado, os criminosos executaram e desmembraram o casal, abandonando partes dos corpos em lixeiras de um shopping center. As autoridades ainda não localizaram todos os restos mortais.
Uma fonte ligada à investigação informou à imprensa russa que o casal foi sequestrado com o objetivo de obter resgate financeiro. “Quando os criminosos perceberam que não receberiam o dinheiro, mataram os dois”, disse o informante.
Roman Novak ganhou notoriedade internacional por ter desenvolvido um aplicativo de investimentos em criptomoedas que prometia lucros rápidos e garantidos. O esquema movimentou cerca de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,6 bilhões) antes de desaparecer com os recursos de milhares de investidores.
Nas redes sociais, Novak exibia uma vida de luxo em Dubai, com fotos ao lado de carros esportivos, aviões particulares e viagens internacionais, incluindo passeios pela Disneylândia. O empresário também ostentava veículos avaliados em mais de US$ 1,9 milhão, entre eles um Rolls-Royce e um Cobra britânico vintage.
A polícia de São Petersburgo conduz as investigações em cooperação com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos. Até o momento, oito pessoas foram presas, entre elas ex-investidores lesados pelo golpe e um ex-funcionário do Ministério do Interior da Rússia.
O último sinal dos telefones do casal foi detectado em 4 de outubro, em Cidade do Cabo (África do Sul), antes de serem desligados. As apurações continuam e as autoridades não descartam novas prisões.
Fonte: G1


