A boa atuação da seleção brasileira no amistoso contra Senegal e a proximidade da divulgação da lista final para a Copa do Mundo colocam Neymar em uma situação particular. Apesar de não ter sido convocado em nenhuma oportunidade pelo técnico Carlo Ancelotti desde que assumiu o comando da equipe, o atacante ainda é tratado internamente como um nome possível, desde que apresente evolução física e competitiva até março, na última data Fifa antes do Mundial.
Nos bastidores, a percepção é de que há uma vaga “aberta” para o camisa 10, mas que sua presença não está garantida. Ancelotti tem consolidado soluções coletivas e reduzido a influência do lobby de jogadores e lideranças veteranas, algo que tinha mais peso em ciclos anteriores. O nome de Neymar, hoje, aparece com mais força fora do vestiário do que entre os atletas convocados com frequência.
Casemiro, um dos líderes do grupo e atleta de confiança de Ancelotti, foi o último a manifestar apoio público ao retorno do atacante. Em entrevista, afirmou que, estando em plena condição física e mental, Neymar segue sendo “o melhor disparado”. Mesmo assim, o entendimento interno é de que dependerá do próprio jogador demonstrar comprometimento e ritmo competitivo no Santos, especialmente entre o fim desta temporada e o primeiro semestre de 2026.
Ancelotti foi enfático sobre os critérios: Neymar está entre os possíveis nomes, mas precisa apresentar sequência e competitividade. “Agora ele tem seis meses para chegar na lista final. Temos de observar ele e outros jogadores para não cometer erros na lista definitiva”, afirmou o treinador.
O desempenho do atacante durante as férias e sua preparação para a última convocação antes da Copa serão determinantes para sua presença ou não no Mundial.


