O tenente-coronel Mauro Cid, delator e condenado na trama golpista, vai passar para a reserva do Exército, conforme informado pela defesa do militar. A chamada cota compulsória corresponde a uma aposentadoria antecipada, mantendo a patente de tenente-coronel.
A portaria foi assinada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, após análise de comissão responsável pelo pedido feito por Cid. A medida deve começar a valer a partir de sábado (31), com remuneração proporcional aos quase 35 anos de serviço, estimada em R$ 16 mil mensais. O militar terá até 90 dias para deixar a casa na vila militar em Brasília.
Cid cumpre atualmente pena de dois anos em regime aberto, com restrições como recolhimento noturno, proibição de sair do país e uso de redes sociais. Ele foi condenado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A pena foi reduzida devido à delação premiada.
O militar foi peça central na investigação ao apontar, em sua delação, a participação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro em reuniões com tratativas golpistas após a derrota eleitoral de 2022. A defesa destacou que a delação teve alto custo pessoal para Cid, provocando isolamento e tratamento de “traidor” por colegas e superiores.
Fonte: G1


