Influencer apontado como grande estelionatário do RJ é preso

Policiais civis da 50ª Delegacia de Polícia de Itaguaí prenderam, na tarde desta terça-feira (10/2), Renato Aurélio Lopes Cruz, considerado um dos maiores estelionatários em atuação no Rio de Janeiro.

Renato, que acumula mais de 60 mil seguidores nas redes sociais e se apresentava como especialista em bitcoins e criptomoedas, utilizava seu conhecimento técnico no mercado financeiro para enganar vítimas e operar um sofisticado esquema de fraudes.

Segundo as investigações, ele cooptava pessoas com nome limpo nos cadastros de proteção ao crédito, manipulava informações financeiras e elevava artificialmente o score das vítimas. Em seguida, forjava comprovantes de renda para viabilizar financiamentos de veículos em nome de terceiros.

O esquema incluía fotografar veículos estacionados em vias públicas para simular negociações com instituições financeiras e lojas de automóveis. As vítimas, muitas vezes, adquiriram veículos zero quilômetro e só descobriram a fraude meses depois, ao perceber que os carros estavam financiados em nome de outras pessoas, gerando ordens de busca e apreensão por inadimplência e problemas com IPVA e DPVAT.

Renato responde a cerca de 20 procedimentos por estelionato em delegacias do Rio, especialmente em Itaguaí, e já havia fugido para São Paulo após reiteradas práticas criminosas. Ele também utilizava jogos eletrônicos e plataformas virtuais para atrair novas vítimas. No Rio, os prejuízos superam R$ 2 milhões, com fraudes registradas ainda no Espírito Santo, Rondônia e Mato Grosso.

Diante da iminência de prisão no Espírito Santo, Renato retornou a Itaguaí, onde levava vida aparentemente normal. Policiais iniciaram monitoramento próximo a uma escola particular na Vila Margarida e o abordaram durante o acompanhamento de seu veículo, efetuando a prisão.

Nas redes sociais, Renato ostentava luxo e associava riqueza e status ao universo das criptomoedas. Atuou também como palestrante, cobrando até R$ 4 mil por ingresso, enquanto deixava um rastro de vítimas e prejuízos financeiros espalhados por diversos estados.

Fonte: CNN