Corrida por app vira pesadelo e levanta falhas graves de segurança

Uma corrida solicitada por aplicativo terminou em momentos de violência e medo para uma jovem de 27 anos, na noite de 12 de março, em São Paulo. O trajeto, que deveria levá-la para casa após o atendimento de uma cliente, resultou em agressão física, ameaça e extorsão dentro do próprio veículo.

Segundo o relato da vítima, o carro indicado na plataforma — um Chevrolet Cobalt — chegou com placa e características compatíveis com as informações exibidas no aplicativo. No entanto, ao se aproximar, ela percebeu que quem estava ao volante não era a motorista cadastrada, mas um homem loiro, alto, forte, de pele muito clara e que usava aparelho dentário.

Mesmo estranhando a situação, a jovem entrou no veículo acreditando que poderia se tratar de um familiar da condutora ou de uma troca momentânea. Logo após acomodar-se no banco traseiro, o motorista cancelou a corrida. Em seguida, a puxou com força pelo braço para dentro do carro quando ela tentou sair, provocando dor imediata e deixando-a em estado de choque.

Durante o trajeto, o agressor passou a ameaçá-la e exigiu pagamento direto pela viagem. Em determinado momento, parou o veículo e ordenou que ela realizasse uma transferência via Pix. Sob pressão e temendo novas agressões, a vítima efetuou o envio do dinheiro para uma chave vinculada à conta da motorista cadastrada no aplicativo.

Mesmo após confirmar o recebimento da quantia, o homem desferiu um soco no rosto da passageira, atingindo seu olho. A jovem sofreu ferimentos no braço e no rosto e ficou profundamente abalada emocionalmente. Após a sequência de violência, ela conseguiu deixar o carro ainda em estado de choque.

O caso gerou forte trauma na vítima, que busca apoio para que a ocorrência seja investigada e para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação. Entre os pontos que levantam dúvidas estão o fato de o veículo e a placa estarem corretos no aplicativo, o motorista não ser a pessoa cadastrada e a chave Pix utilizada na extorsão estar vinculada à conta da condutora registrada.

Segundo a jovem, após relatar o ocorrido à plataforma, não houve resposta considerada satisfatória nem responsabilização clara sobre o episódio. Ela cobra investigação rigorosa e punição dos envolvidos.

Fonte: METRÓPOLES