Um crime chocou Vitória na madrugada desta segunda-feira (23): a comandante da Guarda Municipal da cidade, Dayse Barbosa, de 37 anos, foi morta a tiros pelo policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que em seguida tirou a própria vida. Segundo a polícia, a motivação pode ter sido a recusa de Dayse em continuar o relacionamento com o agente, descrito como “possessivo e extremamente controlador”.
Dayse, a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória, foi atingida por cinco tiros na cabeça por volta de 1h, enquanto dormia na casa em que morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Santo Antônio. A polícia encontrou indícios de que Diego premeditou o crime, utilizando uma escada para invadir a residência e levando materiais como canivete, faca, álcool, carregadores de munição e alicate. A vítima não teve chance de defesa.
O relacionamento entre Dayse e Diego era marcado por violência. Segundo o pai da comandante, Carlos Roberto Teixeira, Diego já havia tentado enforcar Dayse e episódios de agressão ocorriam há anos, sem registros formais junto à polícia. A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM) investiga o caso como feminicídio.
Diego respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por importunação sexual contra uma ex-agente, instaurado em 2025 pela Corregedoria da PRF. Segundo a delegada Raffaella Aguiar, o crime evidencia violência de gênero e demonstra que o ataque não tem relação com comportamento da vítima, mas com o controle e domínio exercido pelo agressor.
O pai de Dayse relatou o terror da madrugada: “No primeiro tiro, acordei. Abri a porta devagarinho, olhei, vi ele correndo, mas não deu pra sair, fiquei com medo de tomar um tiro também.”
O velório está marcado para as 15h30 desta segunda-feira, com sepultamento previsto às 17h. A PRF manifestou pesar pelo ocorrido e reafirmou compromisso contra o feminicídio e a violência contra mulheres. Dayse deixa uma filha de 8 anos.
Fonte: G1

