Empate técnico agita corrida ao Senado em SP e expõe disputa acirrada entre ministros e deputado

A disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano começa marcada por equilíbrio e incerteza. Pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (31) aponta um empate técnico entre Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede), indicando um cenário aberto e competitivo.

No primeiro cenário testado, Tebet aparece com 22,6% das intenções de voto, seguida de perto por Derrite, com 22%. Marina surge logo atrás, com 19,6%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Também foram avaliados outros nomes: o vice-prefeito da capital, Coronel Mello Araújo (PL), com 14,8%; Ricardo Salles (Novo), com 11,1%; e Paulinho da Força (Solidariedade), com 0,5%. Brancos e nulos somam 6,7%, enquanto 2,8% não souberam responder.

O levantamento considera que o eleitor paulista pode votar em dois candidatos para o Senado, o que amplia a dinâmica da disputa e contribui para o cenário fragmentado. A proximidade entre os três principais nomes evidencia uma corrida ainda indefinida, com potencial de mudanças ao longo da campanha.

Em um segundo cenário, a pesquisa testa alterações relevantes: a entrada de Mário Frias (PL) e a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Senado, em vez da disputa pelo governo estadual. Nesse recorte, o empate técnico se mantém, mas com leve vantagem numérica para Derrite, que aparece com 22,1%. Haddad surge com 21,8% e Marina Silva com 19,7%. Na sequência, aparecem Ricardo Salles (12,8%), Mário Frias (12,3%) e Paulinho da Força (0,6%). Brancos e nulos chegam a 8%, e 2,7% não souberam opinar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 27 de março, com 2.254 eleitores do estado de São Paulo, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01079/2026.

O cenário reforça a indefinição na corrida ao Senado em São Paulo e indica que alianças, campanha e desempenho dos candidatos devem ser decisivos para consolidar vantagem nas urnas.

Fonte: METRÓPOLES