O empate sem gols com o Corinthians, no último domingo, na Neo Química Arena, deixou um sentimento claro no Palmeiras: frustração. Em um clássico marcado por tensão e oportunidades favoráveis, o Verdão não conseguiu transformar vantagem em resultado.
O 0 a 0 traduz a atuação da equipe, que voltou a passar em branco após dois meses. Faltou repertório para furar o bloqueio rival, mesmo diante de um cenário que se desenhou favorável ao longo da partida. O Corinthians teve dois jogadores expulsos, e ainda assim o Palmeiras só conseguiu exercer pressão mais consistente nos minutos finais.
A dificuldade ofensiva se somou a um contexto de desfalques importantes. Foram seis ausências: Vitor Roque, Paulinho, Jefté e Piquerez por questões físicas, além de Arias e do técnico Abel Ferreira, suspensos. A falta do comandante à beira do campo e do colombiano no setor criativo foi especialmente sentida.
Como alternativa, a comissão técnica escalou Ramón Sosa, destaque na estreia da Libertadores. Apesar da entrega, o paraguaio não conseguiu repetir o desempenho ofensivo apresentado em Cartagena, contribuindo para um ataque pouco efetivo.
O comportamento do time também chamou atenção. Sem a “casca” vista em jogos anteriores, o Palmeiras demonstrou dificuldade para manter a cabeça fria diante de um adversário mais físico e provocativo, característica frequentemente cobrada por Abel Ferreira.
Fora de campo, o clube também se posicionou. A coletiva de imprensa foi cancelada após o clássico, em protesto contra decisões recentes do STJD e da CBF, que geraram insatisfação na diretoria e comissão técnica. Apenas jogadores concederam entrevistas.
Apesar da atuação criticada, o resultado não compromete a situação na temporada. O Palmeiras segue líder do Campeonato Brasileiro e pode assumir também a ponta do Grupo F da Libertadores caso vença o Sporting Cristal, nesta quinta-feira, às 19h, em casa.
Fonte: GE


