A participação de Estevão na próxima Copa do Mundo está seriamente ameaçada após a confirmação de uma ruptura quase total no músculo da coxa direita. Em meio à gravidade do quadro, o atacante pediu ao Chelsea autorização para seguir um tratamento conservador, possivelmente no Brasil, onde pretende escolher o próprio médico na tentativa de acelerar a recuperação.
A decisão foi debatida nesta quarta-feira em reunião envolvendo o jogador, o clube inglês e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Apesar da busca por uma solução que permita o retorno a tempo do Mundial, o cenário é considerado crítico. Internamente, a CBF avalia que há pouca esperança de recuperação dentro do prazo necessário.
O caso mobilizou profissionais de diferentes frentes. O médico da seleção, Rodrigo Lasmar, manteve contato com a equipe médica do Chelsea, enquanto os representantes de Estevão atuaram diretamente com o clube para viabilizar a liberação do tratamento fora da Inglaterra. Ainda assim, a palavra final depende do time inglês, com quem o atleta tem contrato vigente.
O contexto se torna ainda mais complexo diante do momento conturbado vivido pelo Chelsea, que anunciou a demissão do técnico Liam Rosenior no mesmo dia das tratativas.
Enquanto aguarda uma definição, a comissão técnica da seleção brasileira monitora o caso, mas já considera alternativas para a posição. O técnico Carlo Ancelotti, por ora, evita projeções e mantém o foco na recuperação do jogador, embora nomes como Luiz Henrique e Rayan já tenham sido testados.
A corrida contra o tempo expõe o risco de o Brasil perder uma de suas promessas para o Mundial, em um cenário onde a medicina esportiva pode ser decisiva — mas não garante reversão.
Fonte: GE


