Policiais militares do Distrito Federal que atuam na vigilância da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentam dificuldades operacionais e situações inusitadas durante o serviço. Entre os episódios relatados estão ataques de cães de estimação que circulam livremente na residência, localizada em um condomínio no Jardim Botânico.
De acordo com informações obtidas pela coluna Na Mira, dois cães sem raça definida — conhecidos como “vira-latas caramelo” — já teriam mordido agentes em ao menos duas ocasiões distintas. Os animais permanecem soltos na propriedade, o que eleva o nível de alerta e dificulta a movimentação dos policiais durante os turnos.
A operação também é marcada por limitações estruturais. Os agentes permanecem posicionados apenas nas áreas externas da casa, sem acesso ao interior do imóvel. Sem abrigo adequado, muitos ficam na garagem ou ao ar livre, expostos às condições climáticas. Há apenas um banheiro disponível nos fundos da residência, utilizado de forma restrita, o que agrava as condições de trabalho.
A equipe se divide entre a parte frontal e os fundos da casa, onde também atuam agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela proteção de ex-presidentes. O monitoramento exige atenção constante, com verificações diárias do cumprimento das regras impostas pela Justiça.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após receber alta hospitalar, e cumpre determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) por um período inicial de 90 dias. Entre as medidas estão a proibição de uso de celular e restrições a visitas, justificadas por questões sanitárias e de controle de infecções.
Condenado em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em trama golpista, o ex-presidente reside com familiares enquanto cumpre a pena em regime domiciliar. A rotina de vigilância, porém, evidencia desafios logísticos e operacionais enfrentados pelas equipes destacadas para a função.
Fonte: METRÓPOLES


