A sequência de quatro jogos consecutivos na Vila Belmiro, vista como oportunidade ideal para embalar o trabalho de Cuca, terminou de forma frustrante para o Santos. Após resultados irregulares, o empate sem gols contra o Coritiba, na quarta-feira, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, escancarou a dificuldade da equipe em evoluir e aumentou a pressão sobre o elenco.
O time até iniciou a partida com intensidade, apostando no perde-pressiona — principal característica implementada por Cuca. Nos primeiros minutos, criou duas boas oportunidades com Gabigol, incluindo um gol anulado. No entanto, a partir dos 15 minutos, o Santos perdeu organização ofensiva e passou a demonstrar ansiedade, recorrendo excessivamente a Neymar como solução.
O camisa 10 voltou a ser o principal nome da equipe, participando ativamente do jogo e completando seu quarto jogo consecutivo inteiro. Mesmo assim, os números evidenciam a inconsistência: liderou em finalizações (seis), faltas sofridas (sete) e também em passes incompletos (14). Deslocado para a ponta esquerda após a lesão de Gustavo Henrique, Neymar encontrou dificuldades para ser decisivo.
No segundo tempo, o cenário se agravou. O Coritiba explorou espaços na defesa santista e só não abriu o placar por falhas nas finalizações. Breno Lopes acertou o travessão e Pedro Rocha desperdiçou chance clara dentro da pequena área.
A reta final ainda teve uma cobrança de falta de Neymar na trave, já nos acréscimos, mas o lance não foi suficiente para evitar a frustração da torcida. O apito final foi acompanhado de vaias na Vila Belmiro.
Com empates diante de Recoleta e Coritiba e derrota para o Fluminense em casa, o Santos encerra a sequência como mandante com desempenho abaixo do esperado, aumentando a sensação de fragilidade e levantando dúvidas sobre a capacidade de reação da equipe sob comando de Cuca.
Fonte: GE


