O Mundial de Clubes de Vôlei realizado em São Paulo em 2025 virou alvo de críticas contundentes do copresidente do Conegliano, Pietro Maschio, que não poupou palavras ao avaliar a estrutura do torneio. Após a derrota da equipe italiana para o Vakifbank Istambul, no domingo (3), o dirigente chegou a afirmar que era “um alívio” não disputar a próxima edição.
“As brasileiros fizeram o que puderam, não quero culpá-los por terem que organizar em um prazo tão curto. No entanto, voltamos para casa cheios de pulgas. Jogamos em uma quadra vergonhosa. Quem está no topo não pode organizar algo assim”, declarou Maschio, em crítica direta às condições do evento sediado no ginásio do Pacaembu.
O torneio ocorreu entre os dias 9 e 14 de dezembro de 2025, na capital paulista. O Conegliano, que conta com a brasileira Gabi Guimarães, terminou como vice-campeão da competição.
A repercussão negativa das declarações levou o clube italiano a publicar um pedido oficial de desculpas nas redes sociais. Em nota, o Conegliano afirmou que as falas foram mal interpretadas e reforçou o reconhecimento ao Brasil pela recepção e pelo esforço na organização em curto prazo.
Segundo o clube, o desabafo do dirigente estava relacionado à percepção de queda no nível técnico e no apelo midiático do torneio nos últimos anos, e não a uma tentativa de desmerecer o país-sede. Ainda assim, a fala expôs desgaste e reacendeu o debate sobre a estrutura de grandes eventos esportivos no Brasil.


