A investigação sobre a morte de Thawanna da Silva Salmázio, ocorrida na zona leste de São Paulo, passou a tramitar sob segredo de Justiça. A medida foi confirmada pela defesa da policial militar Yasmin Cursino Ferreira, representada pelo advogado Luiz Pereira Nakaharada.
Segundo o defensor, além do sigilo processual, a policial estaria recebendo ameaças de morte. Ele explicou que anteriormente também havia restrições de acesso para a própria defesa por conta de medidas cautelares, mas esse ponto foi revogado, permanecendo apenas o segredo de Justiça.
O caso teve início em 3 de abril, durante uma abordagem policial em Cidade Tiradentes. Na ocasião, Yasmin, de 22 anos, efetuou um disparo que atingiu Thawanna, que morreu após cerca de 30 minutos aguardando socorro. A policial foi afastada das atividades por decisão judicial e afirma ter agido em legítima defesa após, segundo sua versão, receber um tapa no rosto.
A narrativa, no entanto, é contestada pelo marido da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos. Até o momento, as imagens registradas por câmera corporal não confirmam de forma conclusiva se houve agressão. O equipamento utilizado pertencia ao soldado Weden Silva, que acompanhava a ocorrência, já que Yasmin não utilizava câmera no momento da ação por “falta de cadastro”, conforme informado pela corporação.
O caso segue sob investigação do Ministério Público de São Paulo, além de um Inquérito Policial Militar (IPM) e um inquérito conduzido pela Polícia Civil. A decisão pelo sigilo reforça a sensibilidade do caso, que envolve versões conflitantes e levanta questionamentos sobre a atuação policial.
Fonte: METRÓPOLES


