O Met Gala 2026, tradicionalmente marcado pelo glamour e pela exaltação da moda, foi ofuscado neste ano por protestos contra o bilionário Jeff Bezos, patrocinador do evento. A noite de segunda-feira (4), em Nova York, foi marcada por manifestações, críticas públicas e até a prisão de um líder sindical.
Do lado de fora do Museu Metropolitano de Arte, onde ocorre o evento, grupos de manifestantes protestaram contra as condições de trabalho na Amazon. As denúncias incluem relatos de ambientes insalubres enfrentados por funcionários, além de críticas à relação entre Bezos e o ex-presidente Donald Trump.
As manifestações também se estenderam até o prédio onde o empresário reside. No local, foi projetado um vídeo com o depoimento de Mary Hill, funcionária de 72 anos da Amazon, que criticou a valorização de figuras bilionárias em detrimento dos trabalhadores. “As pessoas que precisam ser celebradas no Met Gala são os trabalhadores”, afirmou. Em outro trecho, ela declarou que o sucesso financeiro de Bezos depende diretamente dos funcionários da empresa.
O clima de tensão se intensificou com a prisão de Chris Smalls, uma das principais lideranças do movimento trabalhista dentro da empresa nos Estados Unidos. Ele foi detido durante um protesto em frente ao museu, o que gerou reação entre manifestantes presentes.
Nos arredores, trabalhadores e ex-funcionários reforçaram que os atos devem continuar. “Você não vai conseguir nos parar. Eu posso ser demitida, mas esse movimento não vai ser interrompido”, afirmou uma ex-colaboradora da empresa.
O episódio evidencia como um dos eventos mais icônicos da moda global se tornou também um espaço de disputa política e social, ampliando o debate sobre desigualdade e condições de trabalho em grandes corporações.
Fonte: METRÓPOLES


