O ator Stênio Garcia, de 94 anos, obteve uma decisão favorável na Justiça do Rio de Janeiro que determina o pagamento mensal de R$ 5 mil por parte da ex-mulher, Clarice Piovesan.
A medida faz parte de uma disputa judicial envolvendo um apartamento localizado em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.
Segundo o processo, Stênio afirma ter comprado o imóvel em 1986 e transferido a propriedade para as filhas, Cássia Garcia e Gaya Piovesan, em 1992, quando ainda eram menores de idade. Apesar da transferência, o ator manteve para si o usufruto vitalício do apartamento, garantindo o direito de utilizar o imóvel ou obter renda dele durante toda a vida.
O artista alega, porém, que esse direito não estaria sendo respeitado. Segundo ele, as filhas impedem o uso do imóvel ou o recebimento de valores relacionados ao apartamento, atualmente ocupado por Clarice Piovesan.
O imóvel, de cerca de 80 metros quadrados, está localizado em uma área valorizada de Ipanema. A recente decisão judicial estabelece que Clarice deposite R$ 5 mil mensais como compensação pelo uso do apartamento.
Apesar da vitória, a defesa de Stênio ressalta que o processo principal, que discute a posse definitiva do imóvel, ainda não foi concluído.
O ator afirma enfrentar dificuldades financeiras desde o encerramento de seu contrato com a TV Globo, em 2020. Segundo ele, a aposentadoria não cobre despesas básicas, incluindo medicamentos e cuidados pessoais. Stênio também declarou estar afastado das filhas desde 2023 e afirmou sentir abandono afetivo e material.
Além da posse do imóvel, o ator pede indenização de R$ 200 mil por perdas e danos e solicita autorização judicial para entrar no apartamento e exercer o usufruto, inclusive com eventual apoio policial.
Recentemente, o advogado do ator, Luiz Mantovani, acusou Clarice e Cássia de tentarem impedir o acesso a documentos sobre o aluguel do imóvel entre 2019 e 2023. Segundo a defesa, uma imobiliária teria sido orientada a não fornecer as informações. A equipe jurídica acionou a Polícia Militar para registrar a ocorrência e garantir testemunhas.
A defesa sustenta ainda que o caso vai além de um conflito familiar e envolve a garantia de dignidade e subsistência do ator.
Fonte: METRÓPOLES


