Meta confirma cortes e deve demitir cerca de 8 mil funcionários nesta semana

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, informou a funcionários que pretende demitir cerca de 8 mil profissionais até o fim desta semana. O número corresponde a aproximadamente 10% da força de trabalho global da big tech.

Segundo informações divulgadas pelo jornal The New York Times, além dos desligamentos, cerca de 7 mil funcionários devem ser realocados para projetos ligados à inteligência artificial (IA). Em comunicado interno, a chefe de Recursos Humanos da empresa, Janelle Gale, afirmou que a reestruturação busca aumentar a produtividade e tornar o trabalho mais recompensador.

“Estamos reorganizando para sermos mais produtivos e fazer o trabalho ser mais recompensador”, escreveu.

Até o momento, a Meta não se manifestou publicamente sobre os novos cortes. No mês anterior, a empresa já havia sinalizado a intenção de realizar cerca de 8 mil demissões a partir de maio, o que, caso confirmado, representaria uma das maiores reestruturações desde o ciclo de cortes entre 2022 e 2023, quando aproximadamente 21 mil funcionários foram desligados.

Nos últimos meses, a companhia também promoveu outras rodadas de demissões e reestruturações para reduzir custos e redirecionar investimentos para o setor de inteligência artificial. Entre as áreas afetadas estão a Reality Labs, responsável por projetos de realidade virtual e aumentada, além de setores de redes sociais e recrutamento.

A Reality Labs desenvolve produtos como os óculos Meta Quest e outros dispositivos de realidade aumentada e metaverso. No fim do último ano, a empresa tinha cerca de 79 mil funcionários e já vinha planejando cortes de pelo menos 10% na divisão de realidade virtual.

Em meio à “corrida da IA” com concorrentes como OpenAI e Google, a Meta tem ampliado investimentos bilionários no setor, incluindo aportes em startups como a Scale AI. Ao mesmo tempo, projeta despesas entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões neste ano, buscando equilibrar custos por meio da reestruturação.

Fonte: METRÓPOLES