Deolane diz ser vítima de perseguição após prisão: “Não sou bandida”

Quase uma semana após ser presa, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra se manifestou publicamente nesta terça-feira (26) por meio de uma carta divulgada pela irmã, Dayanne Bezerra, nas redes sociais. No texto, Deolane afirma ser inocente, nega ligação com o crime organizado e diz ser alvo de perseguição há mais de cinco anos por ser “formadora de opinião”.

Na carta, a influenciadora declarou que está presa por causa de um depósito de R$ 24,5 mil recebido como honorários advocatícios. Segundo ela, o valor foi depositado em espécie diretamente em sua conta e não por meio da transportadora investigada no inquérito. Deolane afirmou ainda que essa informação consta nos próprios autos da investigação.

Ela também criticou a condução da operação e disse nunca ter sido chamada para prestar esclarecimentos nos últimos quatro anos, apesar de citar que seu endereço e rotina são públicos. De acordo com o relato, agentes chegaram à sua casa com armas apontadas durante o cumprimento do mandado de prisão.

Outro ponto rebatido por Deolane foi a informação de que teria 37 empresas registradas em seu nome. A influenciadora classificou a acusação como falsa e afirmou que a informação poderia ser desmentida com consulta simples na junta comercial. Na carta, ela também ressaltou sua atuação como advogada e empresária e afirmou ter construído sua trajetória “pelo próprio suor”.

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A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e teve entre os alvos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção, além de familiares.

Segundo as investigações, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau teria sido utilizada para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos ao grupo criminoso. A apuração aponta que Deolane recebeu transferências consideradas suspeitas entre 2018 e 2021, incluindo depósitos fracionados que, somados, chegaram perto de R$ 700 mil.

Fonte: METRÓPOLES