Secretaria de Finanças de Guarulhos registra arrecadação de R$ 2,7 bilhões no 1º quadrimestre de 2026 e supera metas fiscais

A Secretaria de Finanças da Prefeitura de Guarulhos apresentou, nesta quarta-feira (27/05), em audiência pública na Câmara Municipal, a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026, em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os dados foram expostos pelo representante do Departamento de Gestão Orçamentária, Guilherme Costa Moreira.

No período, as receitas correntes somaram R$ 2,7 bilhões, crescimento de 12% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O principal fator de alta foi o ISSQN, impulsionado, segundo a pasta, por atividades econômicas ligadas ao aeroporto. A arrecadação do imposto atingiu R$ 150 milhões em janeiro e R$ 130 milhões em fevereiro, com expectativa de chegar a R$ 4,15 bilhões até o fim do ano.

As receitas de capital chegaram a R$ 81 milhões, alta de 167% na comparação anual. Após deduções obrigatórias, especialmente do Fundeb, a receita líquida do município ficou em R$ 2,6 bilhões até abril.

Entre os tributos, o ICMS permanece como a principal fonte de receita da cidade, com arrecadação anual superior a R$ 2 bilhões. O IPTU aparece como a segunda maior receita própria, mas segue sem reajuste em valores nominais desde 2017, o que, segundo a apresentação, limita seu crescimento. Já o IPVA apresenta concentração de arrecadação no início do ano, com melhora em relação a exercícios anteriores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As despesas correntes somaram R$ 2,2 bilhões, com alta de 24%, incluindo contratos de serviços, locações e organizações sociais da saúde. Os gastos com pessoal e encargos chegaram a R$ 749,3 milhões. Já as despesas com juros da dívida cresceram 36%, totalizando R$ 134,6 milhões. Os investimentos somaram R$ 125,6 milhões, enquanto a amortização da dívida atingiu R$ 192,6 milhões.

A dívida contratual do município caiu 4%, fechando em R$ 1,68 bilhão, enquanto os precatórios judiciais somam R$ 2,17 bilhões. A meta de arrecadação do quadrimestre foi superada em R$ 6,7 milhões, equivalente a 0,25% acima do previsto.

Segundo Guilherme Costa Moreira, o resultado orçamentário positivo é considerado típico do período, em razão da concentração de receitas no início do ano. Ele destacou ainda que o resultado primário indica equilíbrio fiscal ao desconsiderar despesas financeiras como juros e amortizações, funcionando como um indicador da capacidade do município de manter suas operações sem necessidade de endividamento.