A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil, chamada Ozivy, deu um passo importante para chegar às farmácias após a definição do preço máximo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento, desenvolvido pela EMS, terá o mesmo teto regulatório aplicado ao Ozempic e ao Wegovy, mas a fabricante afirma que pretende vender o produto por um valor cerca de 30% menor.
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão ligado à Anvisa, fixou o preço máximo de R$ 803,44 sem ICMS para as canetas de 1,5 ml. O valor final varia conforme a alíquota de imposto de cada estado. Em São Paulo, por exemplo, o teto chega a R$ 1.314,37, enquanto em Alagoas pode alcançar R$ 1.330,60.
Para as versões de 3 ml, o preço máximo sem impostos foi definido em R$ 1.399,72. Apesar disso, o teto regulatório não representa o valor que necessariamente será praticado nas farmácias, ficando a definição do preço final a cargo da estratégia comercial da fabricante.
Segundo a EMS, a intenção é comercializar o Ozivy por cerca de 30% abaixo dos concorrentes. Como as versões de menor dosagem do Ozempic são encontradas atualmente por aproximadamente R$ 900, a expectativa é que o novo medicamento chegue ao mercado com preço próximo de R$ 630.
A aprovação do Ozivy ocorre em um momento de maior concorrência no setor. Especialistas apontam que o fim da exclusividade da patente tende a ampliar a oferta de produtos à base de semaglutida e pressionar os preços para baixo. Até o início deste ano, a Anvisa registrava 17 pedidos de medicamentos com o mesmo princípio ativo, sendo o Ozivy o primeiro aprovado.
A EMS informou que divulgará na próxima semana o preço oficial de mercado e a data de lançamento do medicamento nas farmácias brasileiras. A empresa recebeu autorização para comercializar quatro apresentações do produto, incluindo cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, vendidos individualmente ou em embalagens com duas unidades.
Fonte: G1


