A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter lançado ataques retaliatórios contra bases militares dos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e Jordânia durante a madrugada desta quinta-feira (11). A ação ocorreu após os EUA anunciarem novos ataques contra múltiplos alvos iranianos.
Este é o segundo dia consecutivo de ofensivas iranianas contra instalações americanas na região. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a primeira rodada de ataques foi uma resposta à derrubada de um helicóptero do Exército americano. Ao anunciar a segunda ofensiva, ele também citou a lentidão das negociações relacionadas ao conflito.
Trump afirmou que o Irã “pagaria o preço” por ter demorado “muito tempo para negociar um acordo” e declarou que Teerã precisa apenas “começar a assinar um documento”. O presidente ainda alertou que novos ataques poderão ocorrer já nesta sexta-feira caso não haja avanço nas negociações. Segundo a Fox News, ele também afirmou que autoridades iranianas pediram a interrupção dos bombardeios mais recentes.
Nos países atingidos, os reflexos foram imediatos. Na Jordânia, militares americanos receberam alertas para buscar abrigo. A IRGC declarou ter destruído instalações e um grande número de aeronaves de combate na base aérea de Al-Azraq, segundo a mídia estatal iraniana. No Kuwait, o espaço aéreo foi fechado e sistemas antiaéreos foram acionados contra o que o Exército classificou como “objetos hostis”. No Bahrein, sirenes de alerta foram acionadas, conforme informou o Ministério do Interior do país.
O cenário também elevou a tensão em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo. A Guarda Revolucionária afirmou que a passagem será fechada a todas as embarcações. O Comando Central dos EUA contestou a informação, alegando que navios comerciais continuam transitando pelo local. Já a IRGC negou essa versão. O comandante aeroespacial da Guarda Revolucionária, Seyed Majid Mousavi, declarou que o Irã pode transformar o Oriente Médio “em um inferno” caso o estreito se torne inseguro.
Enquanto isso, os Estados Unidos informaram ter realizado ataques contra capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas em diversas regiões do país. Após a ofensiva, a mídia estatal do Irã relatou explosões em cidades próximas a Teerã, como Abyek, Qarchak, Minab, Nazarabad e Karaj. Outras explosões foram registradas em áreas próximas ao Estreito de Ormuz, incluindo Sirik, Bandar Abbas, Qeshm e a Ilha de Kharg, além da cidade de Shiraz, na província de Fars.
Fonte: CNN


