Medida ocorre após jovem de 21 anos morrer durante prática esportiva; três instrutores seguem presos por homicídio com dolo eventual
A Prefeitura de Limeira iniciou, na manhã desta quarta-feira (17), uma operação para bloquear acessos irregulares à Ponte do Esqueleto, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13) durante uma atividade de rope jump.
A jovem caiu de uma altura aproximada de 30 metros depois de saltar sem que a corda de segurança estivesse devidamente fixada e ajustada. O caso resultou na prisão de três instrutores, que respondem por homicídio com dolo eventual, quando há assunção do risco de morte mesmo sem intenção direta de matar.
Segundo a administração municipal, a ação desta quarta atende a uma solicitação do governo federal para reforçar a proteção da área até a implementação de medidas definitivas de segurança. A gestão informou ainda que intervenções estruturais permanentes, como construção de muros de contenção, manutenção de valetas e fechamento completo do espaço, permanecem sob responsabilidade da União.
A Ponte do Esqueleto foi incorporada ao patrimônio da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Mesmo assim, a própria SPU já havia solicitado apoio a prefeituras da região para restringir o acesso ao local em diferentes momentos. Em 2024, a estrutura chegou a ser interditada temporariamente por alguns meses.
O caso ganhou grande repercussão após vídeos registrarem o momento do salto. As imagens mostram três instrutores conduzindo a vítima até a beira da ponte e, em seguida, realizando o lançamento. Em sequência, é possível perceber que a jovem não estava presa à corda de segurança, o que levou à queda fatal.
Testemunhas relataram que praticantes da atividade perceberam imediatamente a ausência do equipamento de proteção, gerando desespero entre os presentes. Um amigo da vítima entrou em estado de choque e precisou de atendimento médico após presenciar a cena.
A Justiça determinou a prisão preventiva dos três instrutores, convertendo o flagrante inicial. Eles foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba e devem permanecer isolados dos demais detentos nos primeiros dez dias.
Os acusados são Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. De acordo com a defesa, Luis Felipe e Maicon aparecem nas imagens realizando o lançamento da vítima, enquanto Vitor seria responsável por segurar os pés da jovem no momento do salto.
O caso segue sob investigação e reacende o debate sobre a regulamentação e a fiscalização de práticas esportivas de alto risco em áreas públicas, especialmente em estruturas abandonadas ou sem manutenção adequada.
Fonte: METRÓPOLES


