Investigado se apresentava como profissional formado no exterior, realizava procedimentos invasivos e cobrava até R$ 13 mil por cursos sem autorização, segundo a polícia.
A Polícia Civil de Goiás prendeu Sebastião Rodrigues da Silva Júnior, suspeito de se passar por médico e realizar procedimentos estéticos invasivos. De acordo com as investigações, ele é enfermeiro de formação, teve o registro cassado em 2025 e responde por lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina.
O suspeito foi preso com apoio da Polícia Federal em Guarulhos (SP), quando tentava embarcar para o Paraná. Ele é investigado por atuar como falso médico, apresentando-se como profissional formado no exterior e mantendo uma clínica em Foz do Iguaçu, além de planejar ministrar cursos em Goiânia.
Segundo a Polícia Civil, o investigado divulgava procedimentos estéticos em redes sociais, onde acumula mais de 200 mil seguidores, com vídeos que exibiam resultados em pacientes.
“Promovia ampla divulgação de procedimentos estéticos invasivos, incluindo harmonização de seios e glúteos, além da comercialização de cursos denominados ‘residências’ em diversas especialidades estéticas, sem qualquer autorização dos órgãos competentes”, informou a corporação.
Ele também é suspeito de causar lesão corporal grave em uma paciente em Goiânia. A polícia autorizou a divulgação da identidade do investigado para auxiliar na identificação de possíveis novas vítimas e testemunhas.
As investigações apontam ainda que o suspeito comercializava cursos de alto valor, que chegavam a custar cerca de R$ 13 mil por aluno. Uma nova turma estava prevista para ocorrer em Goiânia nos dias 27 e 28 de junho.
Nas redes sociais, ele se apresentava como biomédico esteta e afirmava ser pioneiro em técnicas de harmonização de glúteos e seios. O perfil permanecia ativo até a manhã desta sexta-feira (19), com divulgação dos cursos e informações sobre atendimentos.
Entre os conteúdos ofertados estavam disciplinas como farmacologia aplicada, leitura de tecido, condução de casos e estratégias de resultado, além de prática presencial com acompanhamento e certificação ao final da formação.
Em uma das publicações, o investigado afirmava já ter formado mais de 10 mil profissionais.
O g1 solicitou posicionamento ao Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) e ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). A defesa do suspeito não foi localizada.
Fonte: G1


