Meias rasgadas viram tendência na Copa do Mundo e levantam debate entre atletas e especialistas

Prática usada por jogadores busca aliviar pressão do tecido de compressão na panturrilha, mas ainda não há consenso médico sobre benefícios reais.

Uma tendência entre jogadores na Copa do Mundo tem chamado a atenção dos torcedores: atletas entrando em campo com furos nos meiões, principalmente na região da panturrilha.

A prática levanta dúvidas sobre o motivo do uso e se há impacto real no desempenho ou na prevenção de lesões.

Os meiões modernos passaram a incorporar materiais de compressão para melhorar o ajuste das caneleiras e oferecer maior estabilidade muscular. No entanto, esse tecido mais apertado pode causar desconforto, sensação de pressão e, em alguns casos, inchaço na região da panturrilha.

Diante disso, alguns jogadores passaram a fazer cortes ou furos nos meiões como forma de reduzir a compressão. A medida, segundo atletas e membros de comissões técnicas, ajudaria a aliviar a pressão sobre os músculos, melhorar a circulação sanguínea, aumentar o conforto durante a partida e, potencialmente, reduzir riscos de cãibras.

Apesar da popularização da prática, não há consenso médico sobre sua eficácia. Especialistas apontam que os benefícios podem estar mais ligados à percepção de conforto do que a efeitos fisiológicos comprovados.

Mesmo assim, o uso dos meiões modificados acabou se tornando também uma espécie de hábito pessoal entre alguns jogadores, sendo repetido ao longo de partidas e competições.

O ex-jogador Gareth Bale é frequentemente citado como um dos primeiros atletas a adotar a prática, ainda durante sua passagem pelo Real Madrid. Na época, o galês utilizava os furos como tentativa de aliviar problemas recorrentes na panturrilha.

Bale, no entanto, teve uma temporada marcada por lesões na região, o que levou parte da discussão a questionar a efetividade real da estratégia.

Nas redes sociais, a aparência dos meiões furados também gerou repercussão entre torcedores, que passaram a comentar a estética incomum e a buscar explicações para a tendência observada em campo.

Fonte: GE