Operação apreende 13 mil cigarros eletrônicos ilegais no Centro de São Paulo

Ação da Receita Federal e da Anvisa também recolheu celulares e medicamentos irregulares durante operação contra comércio clandestino.

A Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apreenderam 13 mil cigarros eletrônicos vendidos ilegalmente no Centro de São Paulo nesta terça-feira (23), durante a operação Rede de Fumaça. A ação também resultou na apreensão de 450 celulares.

Segundo a Receita Federal, os cigarros eletrônicos estão entre os principais produtos contrabandeados por organizações criminosas. Em 2025, o item aparece como o 5º maior em valor de apreensões, somando R$ 163,8 milhões, enquanto os cigarros tradicionais ocupam a 2ª posição, com R$ 790 milhões.

O órgão informou ainda que redes de contrabando de cigarros são frequentemente utilizadas como estrutura logística para a distribuição de outros produtos ilegais.

Durante a operação, também foram encontradas ampolas de tirzepatida. O medicamento, cuja marca não possui liberação da Anvisa para comercialização no Brasil, estava armazenado de forma irregular, o que representa risco potencial aos consumidores.

A estimativa preliminar do valor total dos itens apreendidos ultrapassa R$ 6,5 milhões.

Operação nacional

A ação faz parte de uma operação nacional da Receita Federal que mira pontos estratégicos da cadeia de distribuição de produtos ilegais, incluindo fronteiras, polos logísticos, transportadoras, Correios, comércios e rotas de circulação de mercadorias.

O objetivo é reduzir a oferta de produtos proibidos ou irregulares, proteger a saúde pública e fortalecer o combate ao comércio clandestino.

A operação contou com apoio da Anvisa e de órgãos de segurança pública e vigilância sanitária em diferentes estados. No âmbito internacional, integra a operação Lynx, coordenada pela Organização Mundial de Aduanas.

Até maio deste ano, a Receita Federal já retirou de circulação R$ 270,4 milhões em cigarros falsificados e R$ 30,3 milhões em cigarros eletrônicos.

Fonte: G1