PM é preso suspeito de roubar celulares avaliados em R$ 14,8 mil durante negociação na Zona Norte de SP

Caso ocorreu na estação Tucuruvi do Metrô; vítima afirma que policial sacou arma e fez ameaças após receber os aparelhos.

Um policial militar de 42 anos foi preso em flagrante na manhã de segunda-feira (23) suspeito de roubar dois celulares durante uma negociação de venda na estação Tucuruvi do Metrô, na Zona Norte de São Paulo.

O caso foi registrado no 73º Distrito Policial (Jaçanã) como roubo a transeunte mediante violência ou grave ameaça com uso de arma de fogo. O suspeito foi identificado como Diego dos Santos Oliveira.

Segundo a polícia, as vítimas são dois homens, de 24 e 29 anos, que negociavam a venda dos aparelhos pela internet.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares que faziam patrulhamento na estação foram informados sobre uma briga do lado de fora e sobre a possível presença de um homem armado.

Ao chegarem ao local, os agentes encontraram uma das vítimas, que relatou ter sido roubada e indicou a direção da fuga do suspeito. Em seguida, os policiais localizaram o homem com escoriações e lesões aparentes, que afirmou também ser policial militar.

Versão das vítimas

Em depoimento, o homem de 29 anos afirmou trabalhar com a venda de celulares e disse ter conhecido uma pessoa identificada como “Fabi” por meio do Facebook. Segundo ele, após um encontro em uma padaria, foi acordada a venda de dois aparelhos iPhone 17 Pro Maxi Silver.

A retirada dos celulares havia sido remarcada e, no dia da ocorrência, a suposta compradora informou que enviaria um representante identificado como Diego.

A vítima de 24 anos afirmou que os aparelhos, ambos de 512 GB, estavam avaliados em R$ 7.440 cada, totalizando R$ 14.880, e que seriam entregues após confirmação de pagamento via PIX.

Segundo os relatos, o suspeito encontrou as vítimas na estação e depois pediu para que fossem até a parte externa. No local, após receber os celulares e guardá-los em uma bolsa, ele teria sacado uma arma de fogo e ordenado que ambos atravessassem a rua sob ameaça de morte.

As vítimas afirmam que seguiram o suspeito após perceberem o roubo. Ele teria fugido de motocicleta, mas caiu após perder o controle do veículo. Em seguida, houve luta corporal.

Ainda segundo os depoimentos, uma terceira pessoa teria retirado a arma do policial e a jogado em um bueiro. Uma mulher que passava pelo local também auxiliou na contenção do suspeito.

As vítimas relataram ainda que o policial fez ameaças, dizendo que iria “colocar um tráfico” no nome delas e que iria matá-las, inclusive dentro da viatura, segundo o registro policial.

Versão do policial

Em depoimento, Diego dos Santos Oliveira apresentou versão diferente. Ele afirmou que trafegava de motocicleta quando foi abordado por dois homens em um semáforo, que teriam tentado roubá-lo.

Segundo o relato, ele tentou fugir, caiu com a motocicleta e entrou em luta corporal com os dois homens. Disse ainda que sua arma foi retirada por terceiros durante a confusão e que deixou o local para evitar novas agressões.

O caso foi registrado no 73º Distrito Policial do Jaçanã e segue sob investigação. O policial militar permanece preso.

Fonte: G1