Seleção asiática chega como adversário duro nas oitavas da Copa de 2026 e exige leitura tática precisa do Brasil
O primeiro desafio eliminatório da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 será contra o Japão, adversário considerado complexo pelo nível de organização e capacidade de adaptação ao longo do ciclo recente. A equipe japonesa é vista como um teste relevante para medir a evolução do time brasileiro após as partidas contra Haiti e Escócia.
O Japão vive um ciclo de trabalho mais longo e consolidado sob o comando de Hajime Moriyasu, técnico há mais de sete anos. Em 2022, a equipe liderou um grupo com Espanha e Alemanha e avançou às oitavas de final, sendo eliminada nos pênaltis pela Croácia. Apesar de oscilações, como a derrota para o Irã na Copa da Ásia de 2023 e o vice na edição de 2019 para o Catar, o desempenho recente inclui vitórias expressivas, como o triunfo sobre a Inglaterra em Wembley.
Para a Copa do Mundo, a equipe enfrenta problemas com lesões. Entre os desfalques ou dúvidas estão o volante e capitão Endo, além de jogadores importantes como Mitoma e Minamino. Kubo também ficou fora de partidas recentes por lesão, enquanto o zagueiro Itakura deixou o campo com problema físico em jogo contra a Suécia. Mesmo assim, o elenco mantém alternativas e organização coletiva.

O sistema tático é apontado como fixo no 3-4-2-1, com variações de comportamento conforme o adversário. A equipe pode atuar em transição ou propor jogo com construção estruturada, alternando entre pressão e contra-ataque com fluidez. A base titular inclui o goleiro Zion Suzuki, o zagueiro Hiroki Ito, os alas Ritsu Doan e Nakamura, o meio-campista Kamada e o atacante Ueda.
As demais vagas na defesa e no meio variam entre nomes como Tomiyasu, Watanabe, Seko, Taniguchi e Itakura na zaga, e Tanaka e Sano no meio-campo. Na frente, jogadores como Maeda, Junya Ito e Kubo disputam posições, com possibilidade de ajustes táticos envolvendo Sugawara e Doan em diferentes funções.
Na análise defensiva do Brasil, uma das recomendações é evitar pressão alta excessiva, já que o Japão possui goleiro com bom jogo com os pés e capacidade de atrair marcação para criar espaços. A equipe japonesa também se destaca pela velocidade na transição após superar a primeira linha de pressão, com jogadores técnicos e rápidos no setor ofensivo.
O atacante Ueda é apontado como peça-chave, com movimentação intensa e capacidade de atacar espaços nas costas da defesa. Kamada contribui com articulação e chegada à área, enquanto Maeda oferece profundidade em velocidade.
Outro ponto de atenção é a construção japonesa com zagueiros que avançam ao ataque, especialmente Hiroki Ito, criando superioridade pelos lados. Isso exige atenção dos laterais e volantes brasileiros na recomposição e cobertura de espaços entre setores.
Em fase defensiva, o Japão tende a conceder espaços entre alas e zagueiros, especialmente em transições rápidas. O lado esquerdo defensivo aparece como possível ponto vulnerável, dependendo das combinações brasileiras em velocidade e movimentação entre meio e ataque.
A análise também destaca a importância da circulação rápida de bola por parte do Brasil para evitar a compactação japonesa e abrir espaços. O time asiático mantém forte pressão pós-perda e organização entre setores, dificultando ações lentas ou previsíveis.
Em bolas paradas, o Brasil é apontado como potencialmente superior devido à estatura média mais alta e presença de jogadores fortes no jogo aéreo, como Marquinhos, Gabriel Magalhães, Danilo e Casemiro.
Japão x Brasil promete um duelo de alta exigência tática, com contraste entre organização coletiva japonesa e capacidade de exploração de espaços pela seleção brasileira.
Fonte: GE



