“Mais tatuado do Brasil” abandona curso de teologia após problemas de saúde e retorna ao Rio Grande do Sul

Fotógrafo Leandro de Souza interrompe estudos em seminário evangélico e segue tratamento médico após diagnóstico de insuficiência renal

O fotógrafo Leandro de Souza, de 37 anos, conhecido como o “homem mais tatuado do Brasil”, precisou abandonar o curso de teologia que fazia em um seminário evangélico e retornar ao Rio Grande do Sul por problemas de saúde. Ele estava na reta final de um processo de remoção de tatuagens no rosto.

Há cerca de quatro anos, Leandro passou por uma mudança de vida ao se converter e começar a frequentar uma igreja evangélica. Ele chegou a ter 95% do corpo coberto por mais de 170 tatuagens, feitas ao longo de duas décadas, marca registrada em um evento internacional em Santa Rosa (RS).

Neste ano, ele se mudou para Petrolina (PE) após conquistar uma bolsa de estudos no Seminário Evangélico Betânia (SEB), onde cursaria teologia por quatro anos. No entanto, após concluir um semestre, precisou interromper os estudos por questões médicas e voltou ao estado de origem.

Leandro foi diagnosticado com insuficiência renal e relatou que chegou a ser avaliada a necessidade de hemodiálise. Segundo ele, exames também identificaram um problema na próstata. O tratamento inclui medicação e acompanhamento nutricional.

Ele afirmou que não poderia permanecer no seminário devido à rotina da instituição, que inclui atividades físicas e trabalho manual no período da manhã, o que seria incompatível com sua condição de saúde.

De volta ao Rio Grande do Sul, ele disse que não precisará, por enquanto, passar por hemodiálise e segue em tratamento. Segundo relato, o quadro exige restrições e cuidados rigorosos com alimentação.

Leandro também atribui parte dos problemas de saúde ao seu histórico de uso de drogas no passado. Ele afirma que seu testemunho de vida é público e que utiliza sua história para alertar outras pessoas.

O fotógrafo também vive o luto pela morte da mãe, ocorrida em dezembro do ano passado. Filho único, ele herdou a casa da família, mas enfrenta dificuldades financeiras atuando como fotógrafo autônomo.

O processo de remoção das tatuagens continua, mesmo durante o tratamento. Ele já realizou seis sessões de laser e afirma que o procedimento, feito gratuitamente em Franco da Rocha (SP), deve prosseguir nos próximos meses.

Leandro planeja lançar um livro em dezembro deste ano, em formato de testemunho, além de um podcast contando sua trajetória de vida, conversão e mudança de aparência.

Fonte: G1