Caso o duelo contra o Japão termine empatado, técnico da Seleção define cobradores minutos antes das penalidades e prioriza confiança psicológica.
O Brasil entra em campo nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), contra o Japão, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, com o objetivo de garantir a classificação no tempo normal. Ainda assim, a comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti também se prepara para uma possível disputa por pênaltis.
As duas últimas decisões da Seleção nas penalidades terminaram em eliminação: diante da Croácia, na Copa do Mundo de 2022, e contra o Uruguai, na Copa América de 2024. Em ambas as ocasiões, as escolhas dos técnicos geraram debates.
No Catar, Tite reconheceu que errou ao não escalar Neymar como o primeiro cobrador. O camisa 10 sequer chegou a bater, já que o Brasil foi eliminado antes da quinta cobrança. Na Copa América, Dorival Júnior foi alvo de críticas por não participar da conversa com os jogadores antes das penalidades.
A filosofia de Carlo Ancelotti para esse tipo de decisão ficou evidente em março de 2025, durante as oitavas de final da Liga dos Campeões, quando o treinador optou por não colocar Endrick para cobrar um pênalti contra o Atlético de Madrid.
Segundo o técnico italiano, a decisão foi tomada após avaliar o estado emocional do atacante.
— Tínhamos dúvidas sobre o quinto (batedor), mas aí vi a cara do Endrick e dissemos: melhor o Rüdiger. Achamos que Rüdiger era mais frio — afirmou Ancelotti após a partida.
Para o treinador, o aspecto psicológico pesa mais do que a qualidade técnica na escolha dos cobradores. Durante a preparação para a Copa do Mundo, os jogadores treinam cobranças de pênalti desde a primeira semana de trabalhos na Granja Comary, em Teresópolis. No entanto, a definição dos batedores acontece apenas instantes antes da disputa, levando em conta tanto a condição mental quanto a física de cada atleta.
Ancelotti também costuma classificar disputas por pênaltis como uma “loteria” ou um “cara ou coroa”.
— Se eu estou escolhendo os batedores da disputa de pênaltis, o lado mental é mais importante do que a técnica. Se você não está bem mentalmente, você não está apto para a missão técnica de cobrar o pênalti. Já tive jogadores que eram excelentes cobradores de pênalti, mas sentiram que não estavam no estado mental adequado para bater — explicou o treinador.
Entre os principais cobradores de pênaltis da Seleção estão Neymar, Igor Thiago e Raphinha. O atacante do Barcelona, porém, está fora da partida por lesão.
Brasil e Japão se enfrentam no Estádio de Houston, no Texas, com transmissão da TV Globo, sportv e ge tv. O vencedor enfrentará Costa do Marfim ou Noruega na próxima fase da Copa do Mundo.
Fonte: GE


