Fase de instrução prevê depoimento de 40 testemunhas; interrogatório do réu está marcado para sexta-feira (3)
Teve início nesta segunda-feira (29) a audiência de instrução do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob acusação de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
Gisele tinha 32 anos quando foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central da capital paulista. O tenente-coronel sustenta que a esposa cometeu suicídio.
A audiência ocorre na 5ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, e tem previsão de durar cinco dias. Ao todo, 40 testemunhas devem ser ouvidas durante a fase de instrução do processo.

Nesta segunda-feira, a sessão é realizada de forma virtual em razão do jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo. As demais audiências estão previstas para ocorrer presencialmente.
Sete testemunhas serão ouvidas no primeiro dia, entre elas o delegado Lucas de Souza Lopes, responsável pela investigação, e os peritos criminais Tadeu Gomes Correa e Amanda Rodrigues Marinone, que participaram da análise da cena da morte da policial militar.
Durante a fase de instrução são produzidas as provas que servirão de base para a decisão da Justiça. Primeiro são ouvidas as testemunhas de acusação e, em seguida, as de defesa. O interrogatório de Geraldo Leite Rosa Neto está previsto para sexta-feira (3).
Ao término da instrução, o juiz decidirá se o tenente-coronel será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Em abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que o caso será julgado pela Justiça comum, ao entender que o crime investigado não possui natureza militar.
Geraldo Leite Rosa Neto permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista.
Fonte: G1



