O Metrô anunciou nesta terça-feira (30) a ampliação em duas horas do horário de funcionamento do monotrilho da Linha 17-Ouro, em São Paulo, a partir desta quarta-feira (1º).
O serviço, que antes operava das 10h às 15h, passará a funcionar das 9h às 16h. A mudança ocorre após a inauguração da estação Washington Luís, a oitava da linha, aberta ao público em março.
Mesmo com a ampliação, a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que a operação comercial, com funcionamento das 4h40 à meia-noite, só deve ter início em outubro, próximo ao período eleitoral.
Com a nova estação, a Linha 17-Ouro passa a ter três destinos finais possíveis. Em uma extremidade está a estação Morumbi. Na outra, os trens seguem para Congonhas ou Washington Luís, no chamado “formato Y”.

Durante a fase transitória, passageiros com destino à estação Washington Luís precisam desembarcar na estação Brooklin e embarcar em um trem exclusivo. O mesmo vale no sentido contrário: quem parte de Washington Luís em direção a Congonhas ou Morumbi também deve fazer baldeação em Brooklin.
Segundo o Metrô, funcionários estarão nas estações para orientar os passageiros, além de avisos sonoros e mensagens nos painéis informativos.
A companhia afirma que, quando a operação estiver completa, os usuários deverão ficar atentos ao destino indicado nos trens, já que haverá diferentes trajetos simultâneos.
Nesta etapa inicial, o monotrilho opera com intervalo médio entre 14 e 17 minutos e modelo “shuttle”, com apenas um trem em circulação por sentido, o que gera esperas mais longas nas plataformas.
A previsão do Metrô é que, a partir de julho, mais um trem entre em operação, totalizando três composições em circulação. Ainda assim, a operação plena, com funcionamento contínuo diário, segue prevista apenas para outubro.
Desde o início da operação, cerca de 220 mil passageiros já utilizaram a Linha 17-Ouro. Entre as estações mais movimentadas estão Morumbi, com média de 966 passageiros por dia útil; Campo Belo, com 896; e Aeroporto de Congonhas, com 690.
Nas projeções do governo paulista, o trecho de 6,7 km deve alcançar cerca de 100 mil passageiros por dia após a conclusão da operação comercial.
A gestão estadual também prevê transferir a operação da linha para a concessionária ViaMobilidade em outubro, com contrato de exploração por 20 anos. O governo, no entanto, não descarta ajustar o cronograma para evitar proximidade com o período eleitoral.
Fonte: G1



