Moradores denunciam uso de bombas e tiros em ação da GCM em Guarulhos após jogo da Seleção

Moradores da comunidade Vale dos Machados, em Guarulhos, afirmam ter sido alvo de uma operação da Guarda Civil Municipal (GCM) na noite de segunda-feira (29), após o jogo da Seleção Brasileira, marcada por uso desproporcional da força e relatos de pessoas feridas. As denúncias incluem disparos, uso de bombas e agressões durante a ação.

Segundo relatos e vídeos feitos por moradores, a operação teria ocorrido durante uma comemoração pela vitória do Brasil e não haveria explicação clara sobre o motivo da intervenção. Parte dos moradores também afirma que agentes invadiram comércios e danificaram estabelecimentos durante a ação.

Há ainda a acusação de que a operação teria sido comandada por um delegado e que teria sido realizada com o objetivo de produção de conteúdo para redes sociais. Procurada, a Prefeitura de Guarulhos informou que a Corregedoria da Guarda Civil Municipal instaurou procedimento apuratório para investigar as circunstâncias da ocorrência e possíveis desvios de conduta.

A administração municipal afirmou ainda que todas as medidas cabíveis já foram tomadas e que a apuração seguirá rigorosamente os protocolos legais. A Prefeitura também informou que a Polícia Civil não participou da operação.

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Entre os relatos, o motoboy e entregador Raphael Berbare, de 25 anos, afirmou que a comunidade comemorava a vitória da Seleção quando a ação começou. Ele disse que agentes teriam entrado no local lançando bombas e efetuando disparos, provocando correria entre moradores, incluindo crianças e idosos.

Outro morador, o instalador de redes de fibra óptica Nilclevesson Silvester Pereira da Silva, de 33 anos, relatou que estava com o filho de 12 anos quando foi atingido por uma bomba. Segundo ele, o filho também sofreu ferimentos leves por estilhaços.

Moradores também afirmam que uma das pessoas teria tido a casa invadida e sido detida por algumas horas durante a operação. A vítima, que preferiu não se identificar, diz temer represálias.

A comunidade pede esclarecimentos sobre a ação e afirma desejar segurança e tranquilidade no local.

Fonte: G1