Mesmo com alta da renda nos últimos anos, inflação de serviços, novos gastos digitais e expansão do crédito reduzem o poder de compra das famílias brasileiras.
Apesar do aumento da renda do trabalho registrado nos últimos anos, muitos brasileiros seguem com a sensação de aperto no orçamento. O motivo, segundo economistas, é que despesas essenciais e serviços cresceram em ritmo mais acelerado do que os salários.
Entre os principais fatores estão o aumento de custos com alimentação, planos de saúde, educação e serviços em geral. Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incorporar novos gastos recorrentes, como internet, plataformas de streaming, aplicativos e assinaturas digitais.
Outro elemento que pressiona as contas é a chamada “inflação do estilo de vida”, quando o aumento da renda leva também à elevação do padrão de consumo, reduzindo o efeito prático do ganho salarial.

A expansão do crédito também contribui para a redução da renda disponível. Parcelamentos e financiamentos comprometem parte do orçamento mensal, diminuindo o espaço para consumo imediato.
Segundo especialistas, esse cenário afeta especialmente a classe média, que concentra despesas fixas mais elevadas e menos flexibilidade para cortes no orçamento.
Fonte: G1



