Trump diz que acordo de paz com o Irã “acabou” após nova escalada de ataques

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que considera encerrado o acordo de paz firmado com o Irã e declarou que não pretende manter novas negociações com o governo de Teerã. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Ancara, capital da Turquia, antes de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Questionado sobre a continuidade do entendimento entre os dois países, Trump respondeu de forma contundente.

“Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou”, declarou o presidente norte-americano.

A manifestação ocorreu após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã registrada entre terça-feira e quarta-feira, apesar de os dois países estarem oficialmente sob um cessar-fogo e terem assinado, em junho, um acordo preliminar de paz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até a última atualização desta reportagem, o governo iraniano não havia se pronunciado publicamente sobre as declarações de Trump.

Nos últimos dias, os dois países voltaram a trocar ações militares. O Exército dos Estados Unidos realizou bombardeios contra diversos alvos no sul do Irã, alegando que o regime iraniano foi responsável por ataques contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo no mundo.

Em resposta, o governo do Irã classificou a ofensiva norte-americana como uma “clara violação” do acordo de paz e lançou ataques retaliatórios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Bahrein e no Kuwait durante a madrugada desta quarta-feira.

Os dois países atingidos abrigam importantes instalações militares norte-americanas. O Bahrein é sede da 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, enquanto o Kuwait funciona como quartel-general das forças do Exército americano na região. Após os ataques, os governos dos dois países emitiram alertas de mísseis para a população nas primeiras horas da manhã.

Fonte: G1