Radares com inteligência artificial começam a multar motoristas sem cinto e ao celular no Rodoanel de SP

Motoristas que trafegam pelo Rodoanel Mário Covas, na Grande São Paulo, já estão sendo autuados por novas câmeras de fiscalização equipadas com inteligência artificial. Os equipamentos começaram a aplicar multas em flagrantes de condutores sem cinto de segurança ou usando celular ao volante nos trechos Sul e Leste da rodovia.

O sistema entrou oficialmente em funcionamento no dia 1º de julho, após um período de testes realizado entre 12 de maio e 29 de junho. Durante essa fase inicial, as câmeras registraram 7.297 possíveis infrações, segundo a concessionária SPMar, responsável pela administração dos trechos.

A média foi de 149 registros por dia. Antes da emissão das multas, porém, todas as imagens passam por análise de um policial militar rodoviário, responsável por confirmar se houve infração.

Do total de flagrantes registrados no período de testes, 3.335 casos (45,7%) envolveram motoristas dirigindo sem cinto de segurança. Outros 1.956 registros (26,8%) eram de passageiros sem o equipamento de proteção, enquanto 1.369 ocorrências (18,8%) envolviam condutores utilizando o celular durante a direção.

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Como funciona a fiscalização com IA

As câmeras instaladas no Rodoanel utilizam inteligência artificial e tecnologia de infravermelho para monitorar os veículos durante todo o dia, funcionando 24 horas.

As imagens captadas são encaminhadas para um sistema compartilhado com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Um agente que atua no Centro de Controle Operacional da concessionária analisa os registros e, caso confirme a irregularidade, realiza a emissão da autuação.

A SPMar informou que a responsabilidade pelas multas é da PMRv. A concessionária também explicou que nem todos os flagrantes geram penalidades, já que imagens sem qualidade suficiente ou que não permitam comprovar a infração são descartadas.

Uso do celular é um dos principais riscos no trânsito

A instalação dos novos equipamentos ocorre em meio a preocupações com a distração dos motoristas, considerada um dos principais fatores de risco nas rodovias.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), cerca de 90% das ocorrências de trânsito apresentam algum elemento de distração entre suas causas, incluindo o uso do celular ao volante e o descumprimento das normas de segurança.

Com a tecnologia, a expectativa é ampliar a fiscalização e reduzir comportamentos que aumentam o risco de acidentes nos trechos mais movimentados do Rodoanel.

Fonte: G1